sábado, março 11, 2006

34 - Ferrari...



Avenida 5 de Outubro, Lisboa

5 de Março de 2006

É nesta avenida que se situa o maior empregador português... o Ministério da Educação.

No espaço em frente ao Ministério encontram-se umas grades sempre preparadas para qualquer eventualidade, para delimitar as manifestações.

Em tempos eram os estudantes que se manifestavam, agora são os professores.

O «manifestródamo», uma feliz definição do meu colega Nuno Pereira (licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é oficial de justiça)

Nós, historiadores somos uns sortudos, uns matam o «bichinho» em universidades alternativas e trabalham em bancos, outros percorrem o país, outros são topógrafos, poucos conseguem exercer.

A fotografia encerra em si própria aquilo que faz a felicidade dum fotógrafo: o momento.

O momento... este momento é irrepetível.

Nunca mais haverá nesta avenida, um ferrari espanhol, um cartaz a dizer: coisa ruim, um avião a passar, um edifício, arquitectonicamente, bem conseguido...

5 Comments:

Anonymous Maçã de junho said...

Outros têm filhas que não aprendem e por isso seguem caminho semelhantes. Será que ainda não chegamos ao fundo ou ainda falta muito?

domingo, março 12, 2006 2:12:00 da tarde  
Blogger António Almeida said...

mas que desânimo é esse maçã... anima-te rapariga!
hoje esteve um magnífico dia de sol, pelo menos depois das 10:00, e isso é bom!

domingo, março 12, 2006 6:33:00 da tarde  
Blogger Maria said...

A fotografia apanha quase um centro de materiais tiflotécnicos, na Álvaro Pais, onde trabalho e onde tenho conhecido muitos professores de História cegos que me contam o estado da arte das vossas lutas, no caso deles com a necessidade patética de conquistar o respeito até dos colegas e dos pais dos alunos antes de começar a falar. Parece ser mesmo coisa ruim...

domingo, março 12, 2006 8:05:00 da tarde  
Blogger António Almeida said...

ouve lá Pedro!
antes de publicares uma foto do meu carro tens de me pedir autorização.

domingo, março 12, 2006 10:34:00 da tarde  
Blogger pedro oliveira said...

Maria, compreendo muito bem a luta de que falas. Numa das escolas onde aprendi (no meu tempo as escolas serviam para ensinar e aprender, ainda, não eram parques de estacionamento para crianças) havia um professor invisual que se impunha pela pessoa que era (e é) e não por ser "diferente".
Ainda hoje, o professor Serra é uma das pessoas mais estimadas de Tramagal.

quarta-feira, março 15, 2006 7:07:00 da manhã  

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